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Associação dos Amigos do Casarão da Várzea • Associação de Pais e Mestres do Colégio Militar de Porto Alegre

Falecimento da Sra. Nilva Terezinha Dutra Pinto, Amiga do CMPA

A Associação dos Amigos do Casarão da Várzea lamenta profundamente informar o falecimento, aos 86 anos e devido a um AVC, da Sra. Nilva Terezinha Dutra Pinto, professora gaúcha que atuou por mais de 50 anos no ensino da dança, tendo trabalhado em escolas de ensino básico e como bailarina e diretora artística do Conjunto de Folclore Internacional (CFI) Os Gaúchos.

"Tia Nilva", como era carinhosamente conhecida, era uma grande e incondicional admiradora do Colégio Militar de Porto Alegre e, por três vezes, trouxe seu conceituado CFI Os Gaúchos para se apresentar de graça no CMPA, em atividades comemorativas à Semana Farroupilha e quando de visitas do Instituto dos Pupilos do Exército. Além disso, ainda há um vínculo de amizade forte com a família do Cel Eduardo Peixoto de Araujo (viabilizador da iniciativa), pois três membros dela são integrantes do Conjunto, inclusive seu Diretor Artístico e músico, André Mainieri Flores, antigo maestro do Coral do CMPA.

Em sua homenagem, além das belas recordações que ficaram perenes em fotos e vídeos, a AACV faz questão de retratar sua bela história de vida em prol da dança, servindo-se de um excerto do trabalho "Nilva Pinto: uma história pela dança nas querências do Brasil", produzido por Christiane Garcia Macedo e publicado no XVII COMBRACE, em 2011.

À querida Tia Nilva, o reconhecimento e o eterno carinho da AACV e do CMPA...
Aos familiares e amigos, em especial aos integrantes do CFI Os Gaúchos, as nossas condolências e um sentido abraço...

A cerimônia de despedida ocorre hoje (08) na Sala de Cerimonial Premium do Cemitério João XXIII, das 16 às 20 horas.

 


Nilva Pinto: uma história pela dança nas querências do Brasil

*Christiane Garcia Macedo (2011)

Vários são as pessoas que dedicam boa parte da vida à arte, uma destas é Nilva Terezinha Dutra Pinto: professora gaúcha que atua há mais de 50 anos no ensino da dança, tendo trabalhado em escolas de ensino básico e como bailarina e diretora artística do Conjunto de Folclore Internacional “Os Gaúchos”.

A dança com suas diversas faces encantou, desde menina, Nilva Terezinha Dutra Pinto, que nasceu no ano de 1934, na cidade de Bom Jesus, interior do Rio Grande do Sul (RS). Seu pai Porcínio Borges Pinto, nasceu Vacaria (RS), era de família com poucos recursos econômicos e foi professor e político. Sua mãe Maria Olívia Dutra Pinto, era de Bom Jesus, vivia em fazendas. Nesta cidade, os pais de Nilva se casaram e tiveram quatro filhos, se mudando para Porto Alegre em 1951, onde seu pai seguiria na carreira política.

Sua primeira aproximação com a dança se deu quando criança, em especial, ao frequentar um colégio no qual três professoras trabalhavam, nas palavras de Nilva, “dancinhas” além de pequenas peças teatrais. Isso aconteceu porque, registra a professora, em sua cidade natal, Bom Jesus (RS), não havia muito incentivo para artes O que fez que, com uma prima e algumas amigas criassem danças a partir de músicas simples, e faziam figurinos de papel crepom.

Aos nove anos de idade Nilva iniciou seus estudos em internatos, primeiramente na cidade de Gramado (RS), no Internato Santa Terezinha, depois em Caxias do Sul (em 1944) e, por último, em São Leopoldo (em 1945). Nos internatos teve aulas de música (piano e canto), dança e teatro cômico.

No internato em São Leopoldo, o Colégio São José, coordenado por freiras franciscanas, permaneceu durante 5 anos e neste período conheceu Rosemari Schimitz, filha de Lya Bastian Meyer. Por incentivo de Rosemari, que já havia estudado Balé Clássico, as colegas começaram a experimentar esta dança. Nilva narra como eram estas experiências: "E a gente, lá no colégio, ela [RoseMari] ensinava dança. Ai gurias, vou pedir pra minha mãe pra trazer uns tutus românticos. Sei eu o que era tutu romântico. Aí a Dona Lya chegava com as roupas, a gente vestia. Era uma festa. (...) Músicas clássicas, Tchaikovsky, Chopin, Liszt, de tudo um pouco agente fazia. Foi aí que pela primeira vez eu vi Balé".

Quando a família de Nilva se mudou para Porto Alegre, no ano de 1951, ela ingressou na Escola de Dona Lya. E também foi a primeira vez ao Teatro São Pedro, assistir a um espetáculo de dança com a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Um fato importante na sua vida da professora conforme registra em sua entrevista: "Eu fiquei tão encantada, tão encantada, que as pessoas saíram do teatro e eu sentada lá boquiaberta, sem saber nem o que dizer. Eu fui sozinha, por que na família, ninguém dava importância até então. Eu sei que eu fiquei encantada. Foi a primeira vez que vi Morgada Cunha dançando".

Logo, a professora entrou no Curso Oficial de Dança, na época oferecido pela Secretaria de Educação e Cultura do Estado do Rio Grande do Sul. Segundo ela eram três anos de curso para alunas e alunos já iniciados. Nesse curso trabalhavam com coreografias clássicas, modernas e de folclore. E ao investigarmos os programas dos espetáculos percebemos ser grande a variedade destas danças. Ao participar desse grupo, Nilva foi tomando contato com outros tipos de dança para além do balé e com outros professores e bailarinos. Como ela destaca em seu depoimento, Tony Seitz Petzhold, Selma Chemale, Souvarine Louniev, João Luiz Rolla, apresentavam seus espetáculos no Teatro São Pedro que, para Nilva, naquela época era mais acessível aos artistas por ter valor menor e uma política diferenciada de apoio à arte erudita.

Além da escola de balé, Nilva fez curso de dança clássica com a professora Maria Ruanova, em Buenos Aires, e curso de Educação Rítmica do Movimento e Dança Elementar, ministrados pelo Ministério de Educação e Cultura.

Com incentivo de seu pai, em 1955, entrou no Curso Superior da Escola Superior de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul14. Para o vestibular, teve que se preparar, pois havia provas práticas, nas quais teve que demonstrar bom desempenho como, por exemplo, na natação já que não sabia nadar.

Nilva tornou-se professora nesta instituição, cursando várias disciplinas tais como Rítmica com Dona Lya, Natação com Dona Tony, Desporto Individual, Voleibol, Basquetebol, Fisiologia, Anatomia e Inglês. Também se envolveu com um time de vôlei, fazendo algumas viagens para participação em campeonatos. O curso na época era de dois anos e acontecia em diferentes locais da cidade. Formada, deu aulas em escolas estaduais e particulares de Porto Alegre.

Em 1959, ela conheceu a Professora Marina Lampros Cortinas, uruguaia, folclorista, esposa de um cônsul do Uruguai que estava a trabalho no Brasil. Esta professora fundou o Conjunto de Folclore Internacional “Os Gaúchos” (CFI “Os Gaúchos”) no qual Nilva atuou, primeiramente, como bailarina. Com o envolvimento no grupo se dedicou mais à questão folclórica, fazendo cursos, participando de festivais e viagens. Fez cursos sobre folclore, especialmente com Paixão Cortes, e também outros, como o de danças folclóricas argentinas na Escuela Nacional de Danzas de Buenos Aires.

A Professora Marina retornou ao Uruguai, em 1961, quando Nilva passou a ser diretora artística e coreógrafa do grupo, se dedicando mais à questão folclórica. O grupo, continuou em atividade, tendo representado o país em diversas ocasiões e sendo pioneiro em adaptar a dança folclórica para o palco no Brasil.

Lutas e conquistas
Um dos pontos que perpassaram a caminhada de Nilva foram as lutas por condições de se fazer arte, nas escolas onde estudou e trabalhou e também no CFI “Os Gaúchos”. Essa determinação já pode ser observada na sua infância no interior do Estado quando improvisava vestimentas para fazer suas “dancinhas”. Depois formando grupos de dança ao buscar apoio financeiro e logístico para seu funcionamento e hoje, esta luta pode ser identificada quando persiste na busca por melhores condições de trabalho para o CFI “Os Gaúchos”.

Em plena década de 1950, quando era muito comum que as mulheres deixassem os estudos e o trabalho para cuidar do lar após casadas, Nilva cursou a faculdade, participou de grupos de dança e atuou em diversas apresentações, assim como outras mulheres que, cada vez mais, desafiavam a regra de se submeterem aos pais e maridos. Em suas palavras: “Em geral os noivos cortavam a carreira das dançarinas. Os homens como sempre, estragavam tudo. 'Ou ficas comigo ou vais para dança', muitas como eu resistiram, outras cediam”.

Formada em Educação Física, a professora começou a trabalhar no Colégio Estadual Candido José de Godói, onde permaneceu durante 30 anos, trabalhando com Educação Física, e com a dança como atividade extra-curricular. Neste Colégio estruturou o Clube de Danças do Colégio Godói, que fez várias apresentações na escola e fora dela, inclusive, em outras cidades do interior do estado do Rio Grande do Sul.

No início do seu trabalho enfrentou algumas dificuldades pois, segundo narra em sua entrevista, “tinha ideias de mocinha”, tentava criar danças e fazer coisas diferentes com os alunos. Permaneceu no Colégio Estadual José Candido de Godói até a sua aposentadoria pela Secretaria de Educação do Estado.

Além do Colégio Godói, deu aulas em outra escola na cidade de Gravataí (RS) e, também, no Colégio Anchieta em Porto Alegre. Neste último, ainda permaneceu em atividade e, em 2010, completou 42 anos de trabalho. Esteve à frente, desde 1968, da direção coreográfica do Show Musical Anchieta – Canto e Dança, que é realizado com os alunos, crianças e adolescentes da instituição.

Tanto no Colégio Godói quanto no Anchieta, a professora se preocupou com a inclusão dos alunos. Era permitido a entrada a todos que queriam dançar, não necessitando de estudos prévios ou seleção, porém Nilva ressalta que ela sempre exigia o melhor dos alunos. Com estes grupos, muitas viagens foram feitas, proporcionando aos integrantes do grupo vivências que ultrapassavam os ensinamentos da escola, como o conhecimento de outras culturas in loco, visita a locais, outros climas, outras realidades e, fundamentalmente, a convivência entre eles. Este ponto é bem valorizado pela professora em sua fala.

Outro trabalho central da Professora Nilva é o CFI “Os Gaúchos”, onde atua como diretora, coreógrafa e bailarina. No livro das professoras Morgada Cunha e Cecy Franck, sobre pioneiros da dança em Porto Alegre, tanto Nilva, quanto o grupo CFI “Os Gaúchos” são citados como pioneiros no Brasil, especialmente na adaptação do folclore internacional para o palco. O grupo fundado pela professora e folclorista uruguaia Marina Cortinas, ficou os três primeiros anos sobre direção desta, que retornou ao Uruguai ficando sua direção artística a cargo de Nilva, que deixou de ser bailarina há aproximadamente 30 anos.

O grupo iniciou suas atividades com bailarinos originários dos Centros de Tradição Gaúcha (CTG) 35, Pagos da Saudade da Varig e da Escola de Balé de Lya Bastian Meyer, de onde vieram as bailarinas Nilva Pinto, Nilza Pinto (irmã de Nilva) e Amélia Maristany Mayer. A primeira apresentação aconteceu em novembro de 1959, na inauguração da TV Piratini, canal 5 de Porto Alegre. No início o nome do grupo era Conjunto de Folclore Internacional e, em 1966, ocorreu uma mudança do seu estatuto que acrescentou a expressão “Os Gaúchos”. A mudança de estatuto torna-o pessoa jurídica. Também neste ano recebem o reconhecimento de instituição de utilidade pública da Prefeitura de Porto Alegre.

Em 1965, por convite do Embaixador Paschoal Carlos Magno, o grupo participou da 1ª Caravana Nacional da Cultura que se apresentou em diversos estados do sudeste e nordeste do Brasil. Além disso, começam a ser reconhecidos no seu próprio estado pois o CIF “os Gaúchos” levaram a dança folclórica por quase todas as cidades do estado do Rio Grande do Sul, especialmente na década de 1970, através de um convênio com o Departamento de Assuntos Culturais da Secretaria de Educação e Cultura do estado (DAC-SEC). Além da Caravana de Cultura participaram também do Projeto Mabembão, e em apresentações em diversos estados brasileiros.

Representaram o Brasil nos Festivais de Folclore mais importantes da América Latina e da Europa: Festival Internacional de Folclore de Salinas, no Uruguai (1960); Festival Nacional de Folclore de Cosquín, em Córdoba, Argentina (1981); Festival Internacional de Folclore de Cárceres, na Espanha e França; Festival del Tacuare-é, Guarambaré, no Paraguai, XIII Rasegna Internacionale di Música Popolare, na Itália (1997); Festival Internacional de Folclore de Leganés, Cieza e Baza, na Espanha (1998). Também apresentaram em outros países: Portugal (TV Estatal Portuguesa, 1966), França (Congresso Mundial de Parlamentares, 1971), Bolívia, China (2010).

São incontáveis as apresentações nestes mais de 50 anos de existência, além das já citadas foram feitas apresentações para Presidentes do Brasil e de alguns outros países, apresentações em abertura de eventos, em datas comemorativas do grupo e do Estado, apresentação para escolas e em programas de televisão, além de apresentações do grupo conseguidas através de projetos.

Os espetáculos do grupo contam com danças, músicas e declamação. São divididos em estampas ou quadros folclóricos, cada um deles representado um país ou uma região com danças e músicas definidas. As inspirações para criação de coreografias vêm das pesquisas sobre danças folclóricas. A professora diz que faz adaptações folclóricas, ou seja, para levar ao palco ela faz algumas mudanças nas coreografias, amplia passos e movimentos, incrementa o figurino, modifica um pouco o ritmo da música,
exige sincronia e limpeza de movimentos. Por isso, ela não faz “folclore” e sim adaptações.

Um ponto fundamental do fortalecimento de sua pesquisa foram as viagens a Festivais e para apresentações onde faziam troca de experiências com outros grupos de dança folclórica, aprendendo também sobre o contexto daquela dança.

A dinâmica do grupo é bem comum conforme Nilva descreve em seu depoimento, qual seja: se faz a montagem dos movimentos, a partir de uma pesquisa, após todos aprendem e depois se inicia a “limpeza”, ou seja, os movimentos são sincronizados, posturas são corrigidas, braços e pernas são colocados na mesma altura, as figuras são revistas. A professora participa de todas as etapas, ela mesma guia o processo de limpeza, contando com a ajuda de algumas bailarinas para gravar os passos e repassá-los. A limpeza é bem exigente, a professora valoriza especialmente: a energia, vontade de dançar, expressão e execução. Quando não há muitas apresentações previstas na agenda do grupo, os ensaios acontecem duas vezes na semana. Em épocas de apresentações essa periodicidade é aumentada.

Atualmente as estampas trabalhadas são: Alemanha, Argentina de época, Argentina Portenha, Argentina Pampeana, Bolívia, Chile, Cuba, Guatemala, Brasil (Batuque, Côco, Gaúcho, Frevo, Samba, Xaxado), Itália, México, Panamá, Paraguai e Portugal.


A contribuição de "Os Gaúchos” se mostra também, na criação de grupos em outros locais, a partir de ex-bailarinos. Além da influência e conhecimento acumulado e transmitido a outros grupos em festivais e encontros, foram um dos primeiros grupos de folclore internacional em Porto Alegre a divulgar incansavelmente este tipo que de dança, mesmo que, às vezes, não se encaixem nas categorias mais hegemônicas. Não se trata de dança erudita (clássica, moderna ou contemporânea), também não se encaixa totalmente na dança folclórica em si, já que são adaptações. No entanto, suas performances têm colaborado para a divulgação da última e para enriquecimento cultural da cidade e dos cantos por onde passou.

Apesar dessa intensa trajetória, o grupo ainda não possui estrutura profissional, contando com o apoio da Prefeitura, apenas no que diz respeito ao local para ensaios e sede, mas carecendo de apoio financeiro para demais ações. O Grupo se mantém por voluntários, tanto bailarinos e diretoria, quanto para outras funções de estrutura, como manutenção de figurinos e cenário, registros etc.

Além disso, com toda a pesquisa realizada durante estes anos para a produção dos espetáculos, a professora Nilva reuniu grande quantidade de material, e uma grande contribuição que ela tem dado é a disponibilização deste material, para pesquisas, tanto relacionadas ao grupo quanto à dança em Porto Alegre e em outras partes.

O trabalho da professora foi reconhecido publicamente. Primeiro com a comenda “Negrinho do Pastoreio”, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, recebida em 1989, por serviços prestados à comunidade e à pátria. Depois em 1992, recebeu o título de “Cidadã Emérita de Porto Alegre” da Câmara Municipal de Porto Alegre, por serviços prestados à capital e seus cidadãos. No mesmo ano, recebeu o título de “Amiga do Turismo” pela Faculdade dos Meios de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Nas palavras da professora, “O folclore é o cartão de visitas de um povo”. E o Conjunto de Folclore Internacional “Os Gaúchos” levou o folclore para várias partes, e não apenas o folclore gaúcho, mas o internacional. Um bom exemplo que não é a defesa cega de suas próprias tradições que a valoriza, mas sim seu reconhecimento, divulgação e o conhecimento de outras, permitindo-se aprender e ampliar horizontes, aceitando que as culturas não são puras e que o conhecimento e reconhecimento delas pode ajudar no nosso crescimento pessoal e social. Os alunos e bailarinos de Nilva, não estão apenas repetindo passos, estão vivendo culturas, experimentam em seus corpos o que outros grupos criaram do seu cotidiano, crenças, festejos. Talvez as viagens e andanças que Nilva valoriza, sejam além do deslocamento geográfico dos alunos, mas seus percursos por estes outros locais.

Considerações Finais
Narrar a trajetória pessoal e profissional de uma pessoa não é tarefa simples, pois esse ato é sempre permeado pela subjetividade de quem narra e daquele sujeito que diz de si mesmo. Além disso, a vida não é uma narração lógica e contínua, mas constituída de fragmentos ora ordenados, ora dispersos.

A vontade de Nilva contribuir com a pesquisa foi clara, a porta de sua casa mostrou-se aberta à pesquisa, o vasculhamento de sua caminhada não a incomoda, ela o faz com prazer. Mesmo já tendo colaborado com tantos alunos na escola ou nos grupos de dança e em outras pesquisas.


Os estudos biográficos podem trazer elementos que nos ajudam a entender as significações de fatos ou simplesmente dar luz para aquilo que se repete. Sim, é uma vida, mas que se reflete em várias outras. No caso de Nilva, de forma direta atingiu muitos alunos e bailarinos, além do público de seus espetáculos, ajudando a construir a história da dança em Porto Alegre.